26/04/2006
Jornal Gazeta Mercantil
O formato eletrônico da cobrança de Zona Azul criado pela empresa já opera, em fase inicial, na capital paulista. A operação está restrita ao estacionamento da Praça Charles Miller, no bairro Higienópolis, conforme definição da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
O usuário compra os créditos na banca de jornal da praça. O vendedor cadastra a placa do carro no sistema, registra o total de créditos comprados e o número do telefone celular do cliente. Através de mensagem SMS, ele recebe confirmação dos créditos e, dessa mesma forma, pode ativar e desativar os créditos.
O fiscal da Zona Azul, não vendo o talão no carro, consulta, através de um palmtop, se aquele veículo tem horas cadastradas no sistema ou não. A consulta também pode ser feita por celular, através de mensagem SMS com a placa do veículo, e ele recebe retorno de quanto tempo o carro pode ficar estacionado ali.
“A grande vantagem é que, no talão Zona Azul de duas horas, se você usa metade do tempo, perde o que já está pago. Na operação eletrônica, você desativa a operação por celular e pode utilizar a hora restante em outra ocasião”, destaca Martins. A operação poderá ser realizada em todos os terminais da Rede Ponto Certa, que devem atingir cinco mil pontos até o final do ano, assim que autorizada pela CET. O valor é o mesmo cobrado para o papel – hoje R$1,80 a hora – e a intenção é expandir o serviço por toda a cidade.
“É um caso pioneiro o uso de Zona Azul sem meio físico. Em outros países. Há utilização de parquímetro, mas não operação eletrônica.” Na praça Charles Miller, a demanda já é de 350 horas por dia. “Não tem havido resistência, principalmente pelo público dali, que é estudante. Além de tudo, o formato eletrônico elimina fraudes no papel.”